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A água está nas nossas mãos

O cuidado com a água é uma das maiores preocupações atuais. Já pensou sobre o seu papel nessa história? Neste texto, Juliana Faber nos conta mais sobre o que cada um de nós pode fazer.

Todo mundo sabe o quanto a água é importante para a vida. Tenho certeza de que a grande maioria das pessoas que leem esse texto agora já reduzem o tempo de banho e desligam a torneira enquanto escovam os dentes. Talvez também já saibam que nós somos constituídos de mais de 70% de água, assim como o planeta Terra. Mas essas ações e informações ainda são rasas, diante de tudo o que a água nos pede.

Desde que comecei a mergulhar no mundo das águas e passei a compreender um pouco mais de suas nuances e sutilezas, me deparei com alguns temas que não são mencionados nas conversas usuais sobre a água. Quando falamos de água e soluções para sua regeneração, em geral discute-se saneamento, acesso à água potável, regeneração de nascentes, mas pouco se fala sobre as ações diárias e individuais que estão ao alcance de todo mundo.

O que você pode fazer pela água

Você sabe de onde vem a água que sai pela torneira da sua casa? Sabe como ela é tratada antes de chegar na sua casa? E como você a trata dentro da sua casa?

Diariamente colocamos incontáveis produtos químicos sintéticos na nossa água. Você já parou para ler a composição dos cosméticos e produtos de higiene que você usa todos os dias? E dos produtos de limpeza? E dos medicamentos? Ler os rótulos dos produtos que consumimos é uma forma eficiente para tomarmos consciência do que trazemos para a nossa vida e para fazer boas escolhas. 

Você sabia que passar um dia inteiro em contato com os produtos de limpeza, a exemplo das faxineiras, é equivalente a fumar um maço de cigarro? Sem perceber, nós estamos frequentemente consumindo químicos desnecessários, que prejudicam a qualidade da nossa vida e da água. Você tem ideia do que esses produtos sintéticos causam na nossa água? Já parou pra pensar nas reações químicas que acontecem quando esses diferentes produtos de encontram?

A água tem uma incrível capacidade de se purificar naturalmente através da ação de bactérias, micro-organismos, plantas e de pedras que retêm os materiais sólidos. Mas, com tudo o que temos colocado, a natureza já não está mais conseguindo fazer essa filtragem natural. O fato é que as pessoas tem estado tão cegas, que estão procurando culpados externamente e deixando o cuidado e tratamento das águas a cargo das grandes indústrias e empresas de saneamento. Nós não estamos assumindo a autorresponsabilidade necessária. Ainda não estamos vendo que a água está nas nossas mãos. 

Auto responsabilidade

Se você parar para observar, vai perceber que a maioria das pessoas tem uma tendência de transferir a culpa. Na maioria das vezes isso ocorre sem querer, no automático, mas é possível fazer diferente. Se você se considera um cidadão do bem, preocupado em regenerar o planeta, busque trazer a auto responsabilidade como um valor norte na sua vida. 

Pratique tomar consciência e assumir a culpa de tudo o que acontece na sua vida, independentemente se for algo positivo ou negativo. Pode ser que no começo seja mais difícil identificar o seu papel nas situações, e você sinta uma necessidade de projetar a culpa, mas não desista. Não temos mais tempo para passar a responsabilidade adiante. Se não fizermos o que queremos, o que acreditamos ser necessário, ninguém vai fazer por nós. A verdadeira transformação no mundo começa quando cada um realmente se disponibiliza a repensar as suas atitudes e passa a fazer diferente.

Olhe para os produtos que você compra e utiliza todos os dias e se pergunte se eles realmente estão a serviço dessa regeneração. Observe o produto que escolheu. Será que são necessários tantos componentes? Olhe também para o tipo de embalagem que esse produto utiliza. Qual é o destino dela? Será que ela precisa mesmo ser de plástico e ter uma vida útil tão curta? Ao fazer esses questionamentos, você vai perceber que seguimos financiando um grande modelo de produção insustentável. Mas, se quisermos, conseguimos fazer diferente. 

Está cada vez mais fácil encontrar pessoas fazendo e comercializando produtos conscientes, que realmente buscam não poluir a água e o planeta. Pode ser muito simples escolher se livrar dessas químicas e embalagens descartáveis. Entre em contato com essas pessoas, ouça as suas histórias e fortaleça essas ações. E, se quiser, experimente você também fazer os seus próprios produtos de higiene e limpeza em sua casa. Ficou curioso? Confira essa simples receita que preparamos para você:

RECEITA DESINFETANTE SIMPLES E EFICIENTE

Você consome limões, laranjas ou outras frutas cítricas? Viva! Seu organismo agradece! Agora que tal usar as cascas para fazer um desinfetante super cheiroso?

Ingredientes:

• Vinagre

• Cravo

• Cascas de frutas cítricas

Preparo:

Pegue um vidro grande (o maior que você tiver) e coloque um pouco de vinagre de álcool no vidro. Conforme você for consumindo as frutas cítricas, vá colocando o bagaço (o que sobra quando você tira o suco) nesse vidro com vinagre. É importante que as cascas sempre estejam cobertas com vinagre e o vidro fique sempre tampado. Se cortar as cascas dos limões em partes menores, você agilizará o processo e conseguirá um resultado ainda melhor. Quando o vidro estiver cheio de cascas e vinagre, tampe e deixe descansando por pelo menos 1 semana.

Depois desse período, pegue um borrifador de plantas e coloque alguns cravos em botão no fundo do frasco. Coe as cascas com vinagre com um  pano de voal e despeje o líquido no borrifador. Pronto! Seu desinfetante de cítricos com cravo está pronto.

Viu como pode ser simples gerar um impacto positivo no planeta?

Nós temos em nossas mãos toda a força necessária para mudar o rumo da nossa relação com o planeta. Se assumirmos a nossa responsabilidade e nos reconhecermos como seres empoderados, será muito mais fácil regenerar e transformar a forma como cuidamos da água. Então, não duvide. Como já dizia aquele provérbio africano: 

“Gente simples, fazendo coisas pequenas, em lugares pouco importantes, consegue mudanças extraordinárias”.

Eu acredito nisso e me dedico ao máximo para que mereçamos viver nesse planeta tão belo e misterioso. E você?

Juliana Faber empreendedora social, educadora ecológica, facilitadora de propósito e permacultora

saiba mais em 

https://www.somosagua.eco.br/

Instagram: @julisomosagua

julisomosagua@gmail.com

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Recursos Humanos e Sustentabilidade: será que dá match?

Ao ser convidada para escrever este artigo, logo me veio a pergunta: De que forma o RH contribui para um mindset sustentável? 

Várias respostas surgiram na minha mente: cultura organizacional, responsabilidade social e ambiental, diversidade, inovação, estratégia… será que tudo isso se conecta? 

A área de Recursos Humanos ou de Gestão e Pessoas, como gosto de falar, é a responsável por orientar e disseminar a cultura organizacional conforme valores da empresa. Propor reflexões sobre temas da atualidade ou discutir e pesquisar tendências, faz parte de uma atuação estratégica da área de Gestão e Pessoas e tem muito a contribuir, sim, para uma mudança de mindset buscando conectar, integrar, orientar e desenvolver pessoas. 

Quando falamos em sustentabilidade precisamos ampliar as dimensões de alcance do seu significado que vai além da ambiental e econômica.

 Entendo que a sustentabilidade está intimamente relacionada com a questão social, pois quando criamos um ambiente de trabalho favorável e incentivamos a conscientização de agir de forma ética, conseguimos disseminar esse comportamento também para a família do colaborador, para a comunidade onde ele vive e para o mundo que o cerca.

 O que não é diferente, quando falamos da dimensão da diversidade, incentivando o respeito a crenças e valores individuais, reforçando a importância da ação de cada um para o bem estar do todo.

 E por que não citarmos a dimensão da inovação? Exercitar um novo olhar! Inovar é também repensar nossas atitudes, sermos protagonistas em uma nova jornada! 

Todas essas dimensões consolidadas em um planejamento reforça a estratégia do Gestão e Pessoas para a sustentabilidade do negócio. Assim como, monitorar os indicadores de ecoeficiência reforçando o branding, atrair e reter talentos, promover o employee experience, reduzindo riscos operacionais e diminuindo custos financeiros.

 Trazendo a teoria para a prática, podemos exemplificar iniciativas como:

 • Diminuir trânsito de papéis no ambiente corporativo, ação viável que demanda a reestruturação dos processos da empresa aliada a ferramentas da tecnologia, disponibilizando de forma ágil as informações para tomadas de decisão, sem a impressão desnecessária de documentos.

 • Instituir programas sociais proporcionando qualidade de vida para a comunidade, como a criação de uma horta cultivada na própria empresa a partir da compostagem dos resíduos orgânicos gerados por ela; programas de promoção à saúde como o uso da bicicleta como meio de transporte ou organizar um grupo de corrida com colaboradores da empresa, por exemplo.

 • Capacitar e conscientizar as equipes com relação ao descarte correto do lixo, principalmente, os colaboradores que atuam na linha de frente dessa coleta

. • Estimular o voluntariado para que sejam compartilhadas experiências e desenvolvimento de mais conexões (estimulando a atitude).

 • Criar Políticas que fortaleçam a estratégia como a contratação de pessoas que moram em regiões próximas às unidades de operação da empresa. Com a pandemia, muitas organizações estão reavaliando suas estruturas para um sistema híbrido, presencial

 + home office, possibilitando reduzir o impacto da superlotação no sistema de transporte, reduzir custos operacionais, melhorar a qualidade de vida no trabalho, aumentar performance e, consequentemente, trazer mais engajamento.

 Não há mais como deixar de lado a questão da sustentabilidade e o seu vínculo ao negócio e o Gestão e Pessoas (ou o RH) deverá ser o agente que fomentará a mudança de mindset em toda a organização.

Tatiana Duarte é Gerente de Gestão e Pessoas na Diretoria de Shoppings do Grupo PaulOOctavio

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Como a Biomimética pode resolver os problemas globais?

Hoje vamos falar sobre Biomimética e como ela pode nos auxiliar a solucionar problemas complexos. Você já parou para pensar sobre como esta a saúde do planeta Terra? E já parou para entender que o universo é um grande ser vivo? O universo é inteligente e está vivo.

Logo, nós vivemos dentro de um ser vivo, o planeta Terra, e não dentro de uma máquina. O planeta Terra integra, conecta, e tem uma sincronicidade, mesmo quando caótica, de coordenar os seus sistemas e relações em todos os níveis de existências.

Compreendendo que o planeta é vivo e manifesta a sua inteireza através de soluções para problemas complexos testadas há bilhões de anos, podemos refletir então sobre quais são as nossas referências nesse mundo e de que forma pretendemos seguir existindo a longo prazo nesse planeta que é nosso, mas não somente nosso.

Vivemos um momento de transição, onde somos diariamente convidados a re-imaginar e reconstruir o mundo como o conhecemos. Quando pensamos nos principais problemas globais entendemos que o que viemos fazendo há 30, 60, 100 anos não nos ajudará a chegar nos próximos 20 anos (quem dirá nos próximos 5 anos – a mudança e a evolução são exponenciais).

Olhando para esses problemas globais como energia, meio ambiente, comida, saúde, segurança, água e (muitos) outros, vemos que esses problemas podem ser, na verdade, a solução.

Como assim? Você, provavelmente, já ouviu falar que a definição de insanidade é “fazer a mesma coisa repetidamente e esperar resultados diferentes”. Você já imaginou um benchmark de aproximadamente 3.8 bilhões de anos de experiência para encontrar soluções inovadoras?

Aprendendo a aprender com a Natureza

Temos a nossa disposição a fonte de todas as criações, a natureza, que, há bilhões de anos, aprendeu o que funciona e o que é apropriado aqui na Terra. A natureza ensina lições poderosas de como as coisas devem ser construídas e são feitas para durar. A solução para uma nova maneira de fazer, de resolver, de liderar e de aprender.

Convido vocês a aprenderem a aprender com a Natureza. Para isso, é necessário trocar lentes antigas para novas lentes. Lentes sustentáveis e mais adequadas ao espírito do nosso tempo.

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A natureza nos ensina lições poderosas (Crédito: Shutterstock)

Vivemos em um tempo de transição onde precisamos readequar e reavaliar nossas indústrias e serviços, no qual precisamos repensar a nossa liderança e o nosso impacto no mundo, onde somos constantemente convidados a metamorfosear quem somos e o que fazemos. Por onde começar?

Primeiramente perguntar: “O que a natureza faria aqui?”, seja lá o que estivermos tentando resolver. Isso se aplica a serviços, produtos, processos e sistemas. A abordagem da biomimética pode orientar líderes de organizações de todo o mundo a serem comprometidos com a meta de uma economia circular.

A Revista Fortune recentemente identificou a Biomimética como a tendência número 1 nos negócios em 2017 e a Revista Forbes citou a biomimética como uma das cinco tendências tecnológicas que podem levar uma empresa ao sucesso. Traduzida do inglês biomimicry, que, por sua vez, surge do grego bios, vida, e mimesis, imitação, biomimética significa, de forma literal, “imitar a vida”.

Através dessa imitação mais profunda e consciente da vida, surge a possibilidade de criar novas tecnologias inspiradas pela natureza, o que significa inovar em serviços, produtos, processos e sistemas.

Compreendendo a Biomimética

A Biomimética é, portanto, a ciência que ensina a utilizar a natureza como mentora, medida e modelo.

Para o desenvolvimento dos projetos, a biomimética possui uma metodologia, o Biomimicry Thinking, que, aliado a ferramentas como os Elementos Essenciais e os Princípios da Vida, permite inovar em projetos de inovação, tecnologia e gestão.

O termo foi cunhado por Janine Benyus, co-fundadora do Biomimicry 3.8, e também uma das minhas professoras e mentoras na Especialização em Biomimética no Biomimicry 3.8 (EUA), ao lançar o seu livro: “Biomimética: Inovação inspirada pela Natureza”. Há muito para se aprender com a natureza e não apenas a se extrair dela.

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A Biomimética é a ciência que ensina a utilizar a natureza como mentora, medida e modelo (Crédito: Shutterstock)

O objetivo da biomimética é o estudo das estruturas biológicas e das suas funções para, dessa forma, aprender com a natureza através das suas estratégias e soluções e utilizar esse conhecimento em diferentes domínios da ciência como: engenharia, biologia, design, administração, medicina, futurismo, tecnologia, e muitas outras.

Utilizando, portanto, a natureza como fonte de criação e inovação e permitindo a vida prosperar na Terra. Lembre-se que a natureza é abundante em recursos e inspirações. Mehmet Sarikaya afirma que:

Estamos no limiar de uma revolução de materiais equivalente à que houve na Idade do Ferro e na Revolução Industrial e a biomimética será o mais importante agente que modificará profundamente a forma de como nos relacionamos com a natureza e com nós mesmos. – Mehmet Sarikaya

Aplicando a Biomimética

Alguns exemplos utilizando a biomimética são: uma garrafa de água que absorve e armazena a umidade do ar e a transforma em água potável imitando o processo de captura e armazenamento de água do besouro da Namíbia, que habita o deserto da Namíbia e se utiliza desse mecanismo para sobreviver.

Agora, imagine se, em todos os locais onde há escassez desse recurso natural – a água – houvessem garrafas ou caixas d’água que funcionassem da mesma forma e, portanto, garantissem o abastecimento de água em todas essas comunidades.

No Japão, há o trem-bala inspirado no pássaro martim-pescador. O trem-bala pode alcançar velocidade de 300 km/h, mas o som emitido por ele extrapolava os padrões ambientais de poluição sonora. Parte do problema estava no design da parte frontal do trem.

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O trem-bala japonês foi inspirado no pássaro martim-pescador

Ademais, ao entrar nesses túneis, o veículo enfrentava uma mudança drástica na resistência do ar. Encontraram, então, um exemplo na natureza de um animal que passasse por condições semelhantes, o martim-pescador.

O pássaro precisa mergulhar para se alimentar, e troca rapidamente de um ambiente de baixa resistência (ar) para um com muita resistência (água), logo, possui a aerodinâmica perfeita para essa situação.

Então, remodelaram a parte frontal do trem-bala para um formato similar ao bico do martim-pescador, e os trens não passaram apenas a viajar de maneira mais silenciosa, mas também se tornaram 10% mais rápidos e 15% mais econômicos.

O design das pás de turbinas eólicas inspirado na geometria das barbatanas da baleia jubarte, da empresa Whale Power, produzem 32% menos atrito e 8% menos arrasto que as lâminas convencionais.

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O design das pás de turbinas eólicas da Whale Power foram inspiradas nas barbatanas da baleia jubarte

Outra empresa, é a Ecovative, uma indústria americana, que, inclusive, já tive a oportunidade de visitar e ver ao vivo o seu processo de produção.

A empresa tem como foco substituir materiais como o plástico e isopor e, para isso, produz embalagens e também diversos produtos como cadeiras e isolantes acústicos utilizando o micélio (raiz dos cogumelos) como matéria prima principal além de restos orgânicos das fazendas dos produtores locais.

A Ecovative é hoje líder mundial em biomateriais criando e ampliando produtos ecológicos. Os materiais são 100% biodegradáveis e tem custo e desempenho competitivo com os materiais convencionais. A Ecovative inclusive, fechou parceria com gigantes como Dell e Ikea.

Ou seja, você pode comprar um computador ou uma mesa, por exemplo, e estes virem embalados nesse material, após desembalar, você pode enterrá-lo e este será adubo na sua horta ou jardim; os mais corajosos podem arriscar, inclusive, comê-lo.

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A Ecovative usa o micélio (raiz dos cogumelos) como matéria prima principal de seus produtos (Crédito: Ecovative)

Pesquisadores conceituados como Stephen Wainwright afirmam que a biomimética em breve ultrapassará a biologia molecular e a substituirá “como a mais desafiadora e importante ciência biológica do Século XXI”.

O Século da Ecologia

Satish Kumar afirma que deixamos o Século da Economia para entrar no Século da Ecologia, e, ainda, nos traz a origem grega das duas palavras, economia e ecologia, que vêm da mesma raiz: ‘Oikos’, ‘logos’, ‘nomos’, três palavras gregas. “Oikos” significa casa, lar.

E, na sabedoria dos filósofos gregos, não apenas ‘casa’ é onde você está vivendo mas o planeta inteiro é a sua casa. O planeta inteiro é a nossa casa. Todas as espécies neste planeta são nossos parentes.

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Para Satish Kumar, deixamos o Século da Economia para entrar no Século da Ecologia (Crédito: Parabola)

O conhecimento deste planeta-casa é a ecologia. “Logos” significa conhecimento. Então, precisamos saber como todas as espécies neste planeta-casa se relacionam uma com as outras. Estamos todos relacionados e estamos todos conectados. Isso é ecologia.

Já a economia é “nomos” e significa administração. Ou seja, é como administramos todas as relações entre todas as espécies neste planeta-casa. Nesse momento, pensem comigo (e com o Satish) como podemos administrar algo que não conhecemos? Algo com o qual não nos relacionamos?

Somente conseguimos aprender com aquilo que nos relacionamos e admiramos. É preciso falar de ecologia para falar de economia. Essa é uma grande transição que já esta, pouco a pouco, ocorrendo no cenário atual e que traz grandes e importantes mudanças para as nossas indústrias e planeta.

Somos seres vivos em um planeta vivo e rodeados de outros seres vivos. Nós estamos inseridos nessa grande rede que conecta todos os ecossistemas do planeta, e entender a interdependência das relações é também nos permitir ser mais conscientes do nosso papel no planeta e permitir, portanto, criarmos culturas de empresas prósperas.

Por fim, deixo para vocês refletirem uma frase do Leonardo Da Vinci, que se destacou como cientista, matemático, engenheiro, inventor, anatomista, pintor, escultor, arquiteto, botânico, poeta e músico – era tão transdisciplinar quanto a biomimética – e que diz assim:

Aqueles que são inspirados por outro modelo que não a natureza, a mestre acima de todos os mestres, estão trabalhando em vão. – Leonardo Da Vinci

E desafio vocês: seja lá no que vocês estiverem pensando, a natureza pensou nisso primeiro!

Giane Brocco é Fundadora & CEO da Amazu Biomimicry (Consultoria de Biomimética & Inovação-Consciente). Fundadora do Biomimicry Brasil (network representante do Biomimicry 3.8 (EUA) e do Biomimicry Institute (EUA), no Brasil). Co-fundadora da Asha – The Eco Based Company, onde traz o conceito aplicado de ecoluxury para o Brasil. Pioneira ao trazer a Biomimética para o Brasil, foi uma das 100 primeiras pessoas no mundo a se certificar Especialista em Biomimética. Combina a engenharia com a sua paixão pela natureza para promover inovação, criatividade e liderança a partir da Biomimética. Mestre em Engenharia de Produção e Sistemas, certificada Especialista em Biomimética pelo Biomimicry 3.8 (EUA), e Graduada em Engenharia de Produção-Mecânica. Além disso, estudou Liderança para a Transição na Schumacher College (Londres e Brasil) e Bio-Liderança no Amani Institute. Realiza workshops, cursos e palestras no Brasil e no mundo, em eventos como TEDx Mauá, TEDx PassoFundo, Path Festival, Biomimicry Summit, Globo News Prisma, Creative Mornings (Chapters: SP, POA e RJ), Friends Of Tomorrow, entre outros. Atua, também, como professora convidada em cursos de MBA e Pós Graduação em diversas Universidades tais como FAAP, Unisinos e Feevale. É conselheira nos Sistemas FIERGS (CONLIDER) e FIESP (CEJ). Com empresas, como consultora, dentre os projetos desenvolvidos na área da Biomimética, está um novo processo sustentável de injeção à frio com luz UV, Indicadores Ambientais Industriais baseados nas Sequóias e um labirinto sensorial baseado nos super sentidos dos animais.

Canais:

instagrams: @amazu.bio & @gianebrocco

site: www.amazu.bio

youtube: www.youtube.com/amazubiomimicry